Monday, 19-07-2010, 14:23 | Blogs,Dia-a-dia,Eu | 1 Comentou

Dizem que a felicidade está naquelas pequenas coisas do nosso dia-a-dia, e eu concordo plenamente. Um sorriso de um desconhecido, uma flor no meio das pedras, uma música bonita vinda de uma janela aberta… Coisas que fogem de nosso controle e que surpreendem por serem tão simples e tão belas em meio à correria habitual. E é dessas coisas que gosto de falar. Das alegrias, das lembranças, dos pequenos acontecimentos que, para mim, são quase sempre capazes de mudar a vida. Quando criei o blog tinha isso em mente, e ainda tenho.

As atuais discussões sobre a diferença entre blogs pessoais e os tantos ‘fashion blogs’ que têm dominado a rede me fizeram pensar sobre isso essa semana, e sobre o que os blogs representam no geral. A Irena fez um post sobre isso que traduz praticamente tudo o que penso. Ter um blog nada mais é do que ter um espaço para colocar o que quiser. Não importa se quer falar sobre suas mais lindas roupas recém compradas na última viagem incrível ou se quer falar sobre a última coisa engraçada que aconteceu com você enquanto voltava de ônibus pra casa.

Pra mim um blog é uma conversa com a amiga, você pode falar do que quiser… da vida, das suas roupas, de uma fofoca que soube, dos textos que escreve, das coisas que fotografa. Não tem nada disso de que as pessoas estão traindo o movimento blogueiro ou seja lá como chamem. Tudo aqui é livre, e é essa liberdade que faz o mundo (não só o dos blogs!) bonito. E se você não gosta de determinado assunto ou enfoque que os blogs estão tomando, visite apenas os que gosta, oras, não é difícil assim.

Eu gosto de blogs sinceros, de blogs simples, de gente que não trata tudo como compromisso de parecer interessante ou bonito. Eu gosto de quem gosta do que faz, nada além disso. E por eu gostar tanto de blogar, do meu jeitinho todo bobo, estou aqui voltando, mais uma vez.

Ah, sim! Layout novo e mais simples e menininha que nunca.



Monday, 14-06-2010, 12:12 | Atualidades,Dia-a-dia,Eu | 2 Comentaram

Foram tempos difíceis. E acho que nunca vão deixar de ser. A diferença é como nós lidamos com as dificuldades, e preciso confessar, elas me derrubaram em cheio nos primeiros momentos. Agora, de pé e fortalecida pelos tombos e pelos novos aprendizados posso dizer: como tudo me fez falta!

Fiquei sem entrar no msn, sem falar com um monte de amigos, sem desenhar e sem escrever. Fiquei sem meus filmes, minhas séries, meus livros, minhas coisas. Fiquei sem pipoca e brigadeiro. Fiquei sem tempo. Sorri muito, chorei muito, corri muito, pensei muito, falei muito, apresentei muito, e dormi pouco.

O problema não é a rotina corrida, é como lidamos com ela. E eu me perdi. Agora, me encontrei e posso dizer: como horários regulares e uma boa agenda fazem falta! Eu sempre fui meio bagunceira, com mania de deixar as coisas pra última hora – dizem que é coisa de brasileiro isso, pode até ser mesmo – e fiquei quase maluca com os trabalhos e apresentações batendo à porta de uma vez só, e em todas as semanas.

O caos nos ensina muito, e eu acho que estou começando a aprender essas lições bobas que fazem uma diferença enorme. Se quero mais liberdade, mais espaço, mais tempo, preciso construir isso tudo. A parte boa é que o semestre está acabando, e por mais que eu ainda vá me descabelar com as coisas para fazer, estudar e entregar, a Copa está aí pra deixar todo mundo um pouco mais leve.

É comum aparecer um monte de nacionalista e fanático nesse época, é comum esquecer todos os outros problemas alheios aos dos jogos, é comum enfeitar as ruas e as casas, é comum desenterrar aquela blusa amarela do armário… e toda essa alegria que é comum ao povo brasileiro nessa época, faz muito bem! Nós passamos a acreditar, esperar, torcer… e todo mundo fica muito unido. Não me importa se o resto do tempo todo só ficamos reclamando do país e sonhando viver em outro lugar, mas nesse mês, tudo é festa. E eu quero festejar.



Saturday, 29-05-2010, 08:16 | Dia-a-dia,Eu,Música | 1 Comentou

Cansada, com sono, e pensando nos trabalhos a apresentar no próximo dia e nos outros também, desci do ônibus implorando para que minha casa aparecesse no meio do caminho para me buscar ao invés de ter que andar até ela. A lua estava lá, reinando majestosa no céu, e as estrelas dançando à sua volta, mas o cansaço falava mais alto, e nada parecia tão bonito quanto realmente era.

E, quando chegava perto da maior rua até a minha casa, aquela reta gigante que parece não mais ter fim quando se está cansada como eu estava, ouço o som de um violino. Não reconheci a canção, mas fui procurando de onde o som estaria vindo. Estava atrás de uma janela de vidro, no segundo ou terceiro andar de uma casa, um garoto que já havia visto, mas jamais havia imaginado possuir tão belo talento. Parecia estar começando a aprender como manejar o instrumento, ou talvez fosse só uma música nova e mais complicada, pois produzia vez ou outra aqueles sons estridentes e desajeitados que só um violino consegue produzir. Mas, a verdade é que, até esses deslizes desafinados eram surpreendentemente amáveis.

Por milésimos de segundo meu olhar se encontrou com o do violinista, e não sei o que ele quis me dizer com o olhar, mas sei que sorri. Sorri e segui meu caminho, ainda ouvindo ao longe aquela melodia que eu não conhecia, mas que naquele momento, era tão confortante quanto o abraço de um velho amigo. E enquanto andava, já não pensava mais nos problemas e trabalhos, mas nos amigos queridos, no livro que iria ler antes de dormir, e em quanto a vida pode se tornar mais doce com esses pequenos acontecimentos inesperados.