08 May 2012

I don’t want to grow up!

Post by Laila at 16:16 on Diarinho

Talvez eu precisasse de um dia exatamente como hoje, frio e chuvoso, pra conseguir escrever esse texto. Sabe quando as coisas estão entaladas na garganta, e você sabe que só vão parar de te incomodar quando saírem dali? É esse o meu caso. Há tempos estou sentindo esse incomodo permanente, às vezes pareço até me acostumar, mas logo ele volta pra me deixar triste e insegura com o rumo que as coisas estão tomando.

Antes de entrar na faculdade, todos me avisaram que é seria assim, mas você nunca acredita que vai ter vontade de explodir tudo e todos quando ainda é calouro. Em pleno 5º período, a metade da coisa toda, me sinto como uma criança aprendendo a andar: com muita vontade de tentar, mas morrendo de medo de dar errado. E a minha tendência dramática não ajuda em nada.

Tantos projetos depois, ainda não me senti satisfeita com nenhum. Não fico feliz com meus resultados, porque tenho certeza que consigo fazer melhor, mas falta alguma coisa… alguma coisa parece estar me travando. Aí vem o medo de não ser simples falta de motivação, e sim ser falta de amor. Não era eu que dizia que a única coisa que me importava era fazer algo que me deixasse feliz?

Meu medo é que eu vire uma velha ranzinza – e bem antes da hora! – quando começar a trabalhar. Meu medo é viver a vida toda virando noites e nunca estar feliz com o resultado. Meu medo é estar jogando fora meu ânimo e meus planos. Meu medo é me transformar naquele exemplo de adulto chato que eu falava que nunca seria ser quando ainda era uma menininha.

Me sinto muito mais velha do que sou e sinto o peso do mundo nas costas, o mesmo mundo que quero conhecer e que me deixa com medo de nunca ser boa o suficiente. Aí, numa tentativa de relembrar bons tempos, toca aquela música dos Ramones, que não vai ficar velha nunca. I don’t want to grow up. E não quero mesmo crescer. Quero viver pra sempre com o brilho nos olhos que eu tinha enquanto rabiscava as paredes da casa da minha avó, o mesmo brilho que tinha quando inventava pessoas e histórias, e cantava as músicas da época dos meus pais quando estávamos no carro.

Talvez a vontade de viver pra sempre sem tantas responsabilidades e escolhas sérias seja a fonte dos meus medos. Talvez seja mais fácil pensar assim. Enquanto isso, vou tentar enfrentar os problemas com aquela coragem que só temos quando somos crianças, e a certeza de que uma cama com cobertor quentinho e desenho animado na tv ainda podem curar qualquer coisa ruim.

16 Mar 2012

Promessa de vida no coração

Post by Laila at 21:08 on Diarinho

Eu prometo, prometo e nunca cumpro. As primeiras semanas de aula me bagunçaram muito mais do que eu gostaria. Fiquei com sono, com um monte de coisa para ler e fazer, e nos momentos vagos, fiquei com preguiça e só queria não ter nada pra fazer. Fiquei triste por negligenciar o blog, mas é sempre “mais forte que eu”. Apesar de ter dois “memes das 11 coisas” para responder, também não estava conseguindo pensar nas tais onze coisas, e ainda nem consegui, preciso confessar.

Nesses dias de término de verão, com as águas de março todas saltitantes por aí, a saudade das temperaturas frias é muito forte. E acho incrível o quanto o clima influi meu humor. Quando eu espero um dia mais fresquinho e o sol sai, a vontade de sair de casa é inexistente. Já ao contrário, quando o solzinho fica fraco, aí sou só sorrisos, algodão doce e unicórnios.

E essa coisa do sol e chuva de todo dia me deixou muito nostálgica. Estou ouvindo músicas que não ouvia faz muito tempo, lendo textos antigos, passeando por fotos de outros tempos… E o que mais me alegra não é ver o que mudei, e sim, o que não mudei. Por mais estranho que seja pensar que muito do que penso, já estava acontecendo há muito tempo atrás, é bom entender que estava certa em algumas coisas. Essa sensação de ainda ser quem sempre fui e apesar de todos os problemas, só não é melhor que o cheiro de terra molhada.

25 Feb 2012

Tentando me organizar

Post by Laila at 09:21 on Diarinho, Organização

Terminei 2011 com a terrível sensação de que não me esforcei o suficiente, não fiz o suficiente. E posso culpar a minha falta de organização. Por isso, a minha principal meta para 2012 é colocar de fato minha vida nos eixos, me manter organizada o ano todo, e ficar feliz com meus resultados por ter me esforçado por eles.

Tendo em vista que sou uma das pessoas mais bagunceiras desse planeta, acho válido compartilhar minhas “experiências organizacionais” e atualizar durante o ano as coisas que funcionaram e as que não. Depois de ler vários posts, pesquisar sobre o assunto, e contar com a ajuda e incentivo dos posts da Dani, encontrei minhas ferramentas para a luta contra a maluquice.

Agenda(s): A pequenininha anda na bolsa comigo o tempo todo, a principal função é anotar os compromissos. A grande serve pra mesma coisa, mas tem espaço de sobra pra escrever besteira, pensar nos posts futuros e reclamar da vida quando for necessário.

(Pseudo) Moleskine: Esse também é pequenininho e mora na bolsa, e além de anotar pensamentos aleatórios, serve para desenhar. Faço arquitetura, e quando a maluquice do projeto começa, é sempre bom ter um espaço para desenhar, afinal, as ideias podem surgir a qualquer momento, inspiradas pelas coisas mais inusitadas.

Listas: Feitas em qualquer papel ou no Listography, elas servem para visualizar o que ainda precisa ser feito, e ajudam a planejar o tempo para cada tarefa (no caso de estar fazendo um trabalho, ou estudando para diferentes coisas).

Quadro: Sou esquecida, então o quadro me possibilita deixar recados, anotar compromissos que não posso esquecer e fazer mais listas, além de servir para desenhar e pensar nos projetos, ou simplesmente como diversão para momentos tensos.

Minutinhos antes de dormir: Arrumar o quarto, separar as coisas para o dia seguinte, conferir compromissos, tomar o remédio da enxaqueca… Coisas muito importantes e que precisam ser feitas todos os dias. Depois de um tempo, se torna um bom hábito.

Evernote: Um programa que permite salvar notas, pedaços de páginas da internet, arquivos variados, e sincronizar com outros computadores da casa. Só estou usando há alguns dias, mas acredito que será útil para a elaboração dos textos de pesquisa (guardar as notas e referências em um só lugar, e não em milhares de arquivos de texto espalhados).

18 Feb 2012

Para ouvir e se apaixonar: Birdy

Post by Laila at 20:59 on Música

Acabei de “esbarrar” em um clipe da Birdy, e depois de ficar sem ação enquanto algumas lágrimas caiam, saí procurando tudo que podia sobre a moça. Na verdade ela se chama Jasmine van den Bogaerde e é uma cantora inglesa de 15 anos, e dona de uma voz realmente poderosa.

Caí de amores pela garota com rosto de anjo, da mesma idade da minha irmã, e com clipes muito, muito maravilhosos mesmo. No meio dessa bagunça de carnaval, mal posso acreditar em tanto talento, doçura e emoção que as músicas de Birdy passam.

A garota nasceu com uma mãe pianista, aprendeu a tocar o instrumento com cinco anos, e aos sete já estava escrevendo suas próprias músicas. Segundo a wikipedia (sem fontes seguras), esse apelido foi dado por seus pais, porque quando criança abria sua boca como um pequeno pássaro quando estava comendo; mesmo se a história for mentira, é um amorzinho só.

Fica aí a indicação para um final de semana longe da folia, mas com uma companhia muito incrível. Todos os lindos vídeos no site oficial da garota. Ainda não consegui parar de ouvir, e os calafrios não passaram.

P.S.: Esse é um daqueles posts mais curtos do que normalmente, mas que precisam ser escritos enquanto a emoção ainda está acontecendo.

14 Feb 2012

Rainha da desistência e conversa com Chesire

Post by Laila at 08:07 on Diarinho

Se existisse um mundo paralelo onde fosse legal nunca terminar as coisas que começa, eu seria a rainha. E seria até uma boa rainha, só que acabaria deixando meu trabalho pela matade. Não sei se sou exigente demais e acabo me afastando dos objetivos quando vejo que eles não vão ficar como imaginei, ou se simplesmente sou bagunceira demais para permanecer fazendo a mesma coisa por muito tempo. E toda essa introdução longa é pra admitir que desisti (mais uma vez, e já foram várias) do projeto 366.

Não desisti completamente de exercitar a fotografia esse ano, mas mudei o desafio para uma vez por semana. Talvez assim eu consiga planejar fotos interessantes, e ficar satisfeita com os resultados, o que não estava acontecendo. E devo dizer que o calor ajudou bastante nessa decisão. Simplesmente não estava conseguindo arrumar nada para fotografar enquanto estava derretendo, e quando perdi mais de três dias, achei melhor abandonar, mais uma vez.

Comecei a reler Alice esses dias e o diálogo com o gato de Chesire, antes da hora do chá, sempre me deixa muito pensativa. Se não se importa para onde ir, não se importa qual o caminho, desde que ande o bastante, vai chegar em algum lugar. E eu cheguei aqui, como estou, quase que por acaso. Fui deixando, fui andando, e a vida aconteceu. E por mais que eu já não me sinta tão culpada ao desistir de coisas que parecem pequenas, tem outras que não quero desistir de jeito algum.

Estou começando um ano que vai ser decisivo em alguns aspectos, e por isso tenho me esforçado ao máximo para conseguir me manter organizada (depois eu conto o que está funcionando e o que não está), em paz comigo mesma, e positiva sobre o futuro. Sei que coisas complicadas estão prestes a acontecer, mas também sei que não estou sozinha, e olho o futuro com olhos de criança, que quer saber o que vai vir, e que não está assustada. Se vou conseguir o que quero? Não sei, não sei mesmo. Mas vou me esforçar para ter aquela sensação de desejo cumprido quando tudo acabar.