Não gosto de ficar muito tempo sem postar, me sinto sendo displicente comigo mesma… Bem, todo blog um dia vai ter um post estilo ‘diarinho’, e como sou expert nisso, achei necessário contar um pouco sobre esse quase um mês sem postar. Porque, ao contrário do que eu adoraria, não fiquei sem postar para viver uma vida de aventuras despreocupadas pelo mundo. Fiquei bem aqui na minha cidadezinha minúscula e com tantas preocupações que eu nem imaginava que eram possíveis. Eis que surgiu o feriado passado, que eu acreditava ter vindo trazendo esperanças de problemas resolvidos, mas trouxe muito mais problemas. Sobrevivi, é isso que importa. E apesar das coisas pendentes e erros por culpa de uma distração que eu nunca havia tido antes, acredito que está tudo bem e que vai continuar melhorando.
A maior novidade é que ganhei uma filhotinha de Pastor Alemão linda! Ela tem feito a minha vida muito mais alegre e deixado minhas mãos com mais cicatrizes que velhinhos veteranos de guerra. E não venham me dizer que eu já estou velha para ficar toda boba com um filhote de cachorro porque, quando eu era pequena, tive quatro cachorros em casa que já eram gigantes e nunca vium filhotinho crescendo.
Ah, eu recebi um award surpresa do Very Fun Awards e fico muito feliz em saber que o ensorcelée não é um blog muito feminino, muito meloso e é até bonito e pensante. Nada daqueles blog cutes que falam da merda do dia inteiro da vida sem graça de uma patricinha. Até porque estou muito longe de ser uma patricinha que não fala nada interessante, apesar do post diarinho de hoje, e eu sou do rock and roll, oras (filhota Amanda queo diga, haha). Fiquei muito feliz com o award, principalmente porque foi meu primeiro e nem sequer precisei me inscrever. Acho até que vou participar de algum, fiquei curiosa agora.

Além disso, comecei a assistir muito tardiamente ‘The Big Bang Theory’, e me apaixonei completamente. Como nerd (visivelmente) assumida me divirto demais, e não consigo entender como algumas pessoas conhecidas minhas não conseguem entender algumas coisas, como a fantasia de Efeito Doppler do Sheldon ou o motivo que fez ele elouquecer ao conseguir um pouco do DNA de Leonard Nimoy. Se você nunca viu (e sabe o que é o Efeito Doppler e quem é Leonard Nimoy), acredito que não se arrependerá ao baixar e se viciar pelo seriado. Caso você não saiba nada do que eu citei, recomendo baixar e se consultar com o Dr. Google, provavelmente vai se divertir bastante também. Até o próximo post, uma vida longa e própera, e que a força esteja com todos vocês!
Violinos na madrugada. De onde vêm? Passos apressados pela chuva em busca dos violinos. De onde vêm? Ao longe dois senhores muito distintos de terno com seus violinos, junta-se agora um acordeonista, com um terno mais claro. Estação de metrô, tão vazia… e aqueles senhores, violinos e acordeão. Não há caixinha ou chapéu esperando moedas, e eles não parecem precisar. Sorrisos nos olhos e compenetração de quem toca para uma enorme platéia. E não era mesmo? Toda a cidade ouvia os violinos que me acordaram e o acordeão que não me deixaria dormir mais.
Sento-me, compro um café, observo e ouço. Não me arrisco a trocar palavras com aqueles senhores, não. A emoção nos olhos. Meus e deles. Já são o suficiente. Três garotos que moram lá embaixo dançam ao som da música. Me olham e sorriem tímidos, eu respondo com meu sorriso mais rasgado. O coração está tão cheio de alegria que insiste em transbordar. Acordeão, violinos, garotos a dançar, sorrisos, felicidade.
Minhas madrugadas nunca foram as mesmas. Nunca fui mais feliz. Os senhores e eu acabamos por ter um relacionamento sério de dependência, a melhor dependência que eu poderia imaginar. Eles precisavam me acordar, e o acordeão só começava quando eu descia e sentava-me para ouvi-los, eu só vivia feliz se acordasse e descesse para ouvi-los e tomar café. Doente ou triste, não sabia mais viver sem eles.
Triste foi o dia que o acordeão não apareceu nem seu dono com o terno mais claro. E menos de uma semana depois, os violinos se silenciaram. Minhas madrugadas não fazem sentido, meu café não tem o mesmo sabor, e os garotos mudaram o sorriso.

O texto já tem um tempinho, mas não consigo deixar de pensar na foto acima lindíssima pela incrível Malu Green, e nessa música.
Laila. Já vive nesse mundo há 16 anos, e foi mais feliz durante os invernos. Fica mais velha todo 19/10, portanto é libriana. Psicótica, romântica, lunática, criativa, dramática e perfeccionista. Além de muitas outras coisas. Ouve muito do bom e velho rock and roll, e não dispensa balançar a cabeça ao som de um metal. Não a deixe sem músicas, filmes e livros. Se quiser saber por onde ela anda nesse incrível mundo internético: