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	<title>E n s o r c e l é e .org</title>
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		<title>Simples e sincero</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Jul 2010 17:23:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Laila</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Dizem que a felicidade está naquelas pequenas coisas do nosso dia-a-dia, e eu concordo plenamente. Um sorriso de um desconhecido, uma flor no meio das pedras, uma música bonita vinda de uma janela aberta&#8230; Coisas que fogem de nosso controle e que surpreendem por serem tão simples e tão belas em meio à correria habitual. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><center><img src="http://i203.photobucket.com/albums/aa252/lai_la_zin/rosa.jpg"></center></p>
<p>Dizem que a felicidade está naquelas pequenas coisas do nosso dia-a-dia, e eu concordo plenamente. Um sorriso de um desconhecido, uma flor no meio das pedras, uma música bonita vinda de uma janela aberta&#8230; Coisas que fogem de nosso controle e que surpreendem por serem tão simples e tão belas em meio à correria habitual. E é dessas coisas que gosto de falar. Das alegrias, das lembranças, dos pequenos acontecimentos que, para mim, são quase sempre capazes de mudar a vida. Quando criei o blog tinha isso em mente, e ainda tenho.</p>
<p>As atuais discussões sobre a diferença entre blogs pessoais e os tantos &#8216;fashion blogs&#8217; que têm dominado a rede me fizeram pensar sobre isso essa semana, e sobre o que os blogs representam no geral. A Irena fez <a href="http://irenafreitas.blogspot.com/2010/07/por-um-mundo-mais-futil.html" target="_blank">um post</a> sobre isso que traduz praticamente tudo o que penso. Ter um blog nada mais é do que ter um espaço para colocar o que quiser. Não importa se quer falar sobre suas mais lindas roupas recém compradas na última viagem incrível ou se quer falar sobre a última coisa engraçada que aconteceu com você enquanto voltava de ônibus pra casa.</p>
<p>Pra mim um blog é uma conversa com a amiga, você pode falar do que quiser&#8230; da vida, das suas roupas, de uma fofoca que soube, dos textos que escreve, das coisas que fotografa. Não tem nada disso de que as pessoas estão <i>traindo o movimento blogueiro</i> ou seja lá como chamem. Tudo aqui é livre, e é essa liberdade que faz o mundo (não só o dos blogs!) bonito. E se você não gosta de determinado assunto ou enfoque que os blogs estão tomando, visite apenas os que gosta, oras, não é difícil assim.</p>
<p>Eu gosto de blogs sinceros, de blogs simples, de gente que não trata tudo como compromisso de parecer interessante ou bonito. Eu gosto de quem gosta do que faz, nada além disso. E por eu gostar tanto de blogar, do meu jeitinho todo bobo, estou aqui voltando, mais uma vez.</p>
<blockquote><p>Ah, sim! Layout novo e mais simples e menininha que nunca.</p></blockquote>
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		<title>Do que foi e do que vai ser</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Jun 2010 15:12:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Laila</dc:creator>
				<category><![CDATA[Atualidades]]></category>
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		<description><![CDATA[Foram tempos difíceis. E acho que nunca vão deixar de ser. A diferença é como nós lidamos com as dificuldades, e preciso confessar, elas me derrubaram em cheio nos primeiros momentos. Agora, de pé e fortalecida pelos tombos e pelos novos aprendizados posso dizer: como tudo me fez falta! Fiquei sem entrar no msn, sem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Foram tempos difíceis. E acho que nunca vão deixar de ser. A diferença é como nós lidamos com as dificuldades, e preciso confessar, elas me derrubaram em cheio nos primeiros momentos. Agora, de pé e fortalecida pelos tombos e pelos novos aprendizados posso dizer: como tudo me fez falta!</p>
<p>Fiquei sem entrar no msn, sem falar com um monte de amigos, sem desenhar e sem escrever. Fiquei sem meus filmes, minhas séries, meus livros, minhas coisas. Fiquei sem pipoca e brigadeiro. Fiquei sem tempo. Sorri muito, chorei muito, corri muito, pensei muito, falei muito, apresentei muito, e dormi pouco.</p>
<p>O problema não é a rotina corrida, é como lidamos com ela. E eu me perdi. Agora, me encontrei e posso dizer: como horários regulares e uma boa agenda fazem falta! Eu sempre fui meio bagunceira, com mania de deixar as coisas pra última hora &#8211; dizem que é coisa de brasileiro isso, pode até ser mesmo &#8211; e fiquei quase maluca com os trabalhos e apresentações batendo à porta de uma vez só, e em todas as semanas.</p>
<p>O caos nos ensina muito, e eu acho que estou começando a aprender essas lições bobas que fazem uma diferença enorme. Se quero mais liberdade, mais espaço, mais tempo, preciso construir isso tudo. A parte boa é que o semestre está acabando, e por mais que eu ainda vá me descabelar com as coisas para fazer, estudar e entregar, a Copa está aí pra deixar todo mundo um pouco mais leve.</p>
<p>É comum aparecer um monte de nacionalista e fanático nesse época, é comum esquecer todos os outros problemas alheios aos dos jogos, é comum enfeitar as ruas e as casas, é comum desenterrar aquela blusa amarela do armário&#8230; e toda essa alegria que é comum ao povo brasileiro nessa época, faz muito bem! Nós passamos a acreditar, esperar, torcer&#8230; e todo mundo fica muito unido. Não me importa se o resto do tempo todo só ficamos reclamando do país e sonhando viver em outro lugar, mas nesse mês, tudo é festa. E eu quero festejar.</p>
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		<title>Noite de terça</title>
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		<pubDate>Sat, 29 May 2010 11:16:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Laila</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dia-a-dia]]></category>
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		<description><![CDATA[Cansada, com sono, e pensando nos trabalhos a apresentar no próximo dia e nos outros também, desci do ônibus implorando para que minha casa aparecesse no meio do caminho para me buscar ao invés de ter que andar até ela. A lua estava lá, reinando majestosa no céu, e as estrelas dançando à sua volta, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Cansada, com sono, e pensando nos trabalhos a apresentar no próximo dia e nos outros também, desci do ônibus implorando para que minha casa aparecesse no meio do caminho para me buscar ao invés de ter que andar até ela. A lua estava lá, reinando majestosa no céu, e as estrelas dançando à sua volta, mas o cansaço falava mais alto, e nada parecia tão bonito quanto realmente era.</p>
<p>E, quando chegava perto da maior rua até a minha casa, aquela reta gigante que parece não mais ter fim quando se está cansada como eu estava, ouço o som de um violino. Não reconheci a canção, mas fui procurando de onde o som estaria vindo. Estava atrás de uma janela de vidro, no segundo ou terceiro andar de uma casa, um garoto que já havia visto, mas jamais havia imaginado possuir tão belo talento. Parecia estar começando a aprender como manejar o instrumento, ou talvez fosse só uma música nova e mais complicada, pois produzia vez ou outra aqueles sons estridentes e desajeitados que só um violino consegue produzir. Mas, a verdade é que, até esses deslizes desafinados eram surpreendentemente amáveis.</p>
<p>Por milésimos de segundo meu olhar se encontrou com o do violinista, e não sei o que ele quis me dizer com o olhar, mas sei que sorri. Sorri e segui meu caminho, ainda ouvindo ao longe aquela melodia que eu não conhecia, mas que naquele momento, era tão confortante quanto o abraço de um velho amigo. E enquanto andava, já não pensava mais nos problemas e trabalhos, mas nos amigos queridos, no livro que iria ler antes de dormir, e em quanto a vida pode se tornar mais doce com esses pequenos acontecimentos inesperados.</p>
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		<title>De novo, de novo</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Apr 2010 10:37:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Laila</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu detesto quando fico tanto tempo assim sem postar, porque detesto ter que colocar a culpa em algo, e nem sempre esses vazios têm explicação. Com o começo das aulas meu tempo foi reduzido drasticamente, e boa parte do tempo livre precisa ser usada para fazer meus zilhões de trabalhos, mas eu acredito que cada um tem obrigação de saber administrar seu tempo, então, a culpa foi toda minha. Além de estar meio desorganizada com essa questão, inventei de trocar (novamente) de layout, e foram diversas tentativas até chegar nessa versão, mais simples quase impossível, que enfim me agradou.</p>
<p>Muita coisa aconteceu, e muitas delas não são nem um pouquinho interessantes, mas foram super importantes para mim, com o tempo vou contando alguns desses acontecimentos que merecem uma atenção especial. Fora a saudade que adora vir atrapalhar, tenho me saído muito bem nessa nova vida de universitária&#8230; Estou amando meu curso, as pessoas da sala são super legais e os professores são incríveis, tenho certeza de que fiz a escolha certa.</p>
<p>Espero realmente conseguir me organizar melhor, porque o blog me fez muita falta. Além disso, tenho desenhado muito pouco (por conta própria, porque para o curso&#8230; nossa!), e fotografado menos ainda, e isso não tem me deixado feliz. E eu torço pra que não tenha perdido a mão na hora de escrever depois desses dois meses.</p>
<p>P.S.: <i>Post diarinho dos mais bobos, mas a gente precisa deles. Ah, precisa!</i></p>
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		<title>Sempre quis voar!</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Feb 2010 00:01:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Laila</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Precisei de muito tempo, acredito eu, pra &#8216;digerir&#8217; toda a história. Tantas mudanças anunciadas por um simples &#8220;aprovada&#8221; que apareceu na tela&#8230; Achei que tinha ficado louca. Não conseguia escrever, desenhar, pensar, ou qualquer outra coisa. Os dias foram se arrastando, cheios de dúvidas, medos, pensamentos confusos, paranoias e muita ansiedade. E hoje foi a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Precisei de muito tempo, acredito eu, pra &#8216;digerir&#8217; toda a história. Tantas mudanças anunciadas por um simples &#8220;aprovada&#8221; que apareceu na tela&#8230; Achei que tinha ficado louca. Não conseguia escrever, desenhar, pensar, ou qualquer outra coisa. Os dias foram se arrastando, cheios de dúvidas, medos, pensamentos confusos, paranoias e muita ansiedade. E hoje foi a matrícula.</p>
<p>Sou oficialmente uma das calouras de Arquitetura e Urbanismo na UFSJ, com muito orgulho, posso dizer. Estou na minha cidade, matriculada no curso que escolhi depois de quase enlouquecer pensando, já vi/troquei meias palavras com alguns dos meus novos &#8216;coleguinhas&#8217;, tenho meus horários e os horários do ônibus, e depois de muito tentar escrever sobre o episódio louco e cheio de &#8216;f5s&#8217; que foi o dia do resultado, percebi que é melhor simplificar.</p>
<p>Acho que é o mesmo com quase todo mundo, mesmo com quem já acha que vai passar (o que, definitivamente, não era meu caso), assim que vemos o nome lá com o &#8216;aprovado&#8217; na frente, toda uma vida passa diante dos nossos olhos, e uma felicidade inexplicável se segue pelos próximos dias, foi isso comigo. É estranho pensar nos anos todos que passei pensando nessa prova, nesse resultado, e dá medo saber que, de agora pra frente, tudo é completamente diferente do que eu já vivi.</p>
<p>Em um diário que comecei na época do entorse no tornozelo, escrevi algo que se encaixa perfeitamente nesse momento. Me cito agora:</p>
<blockquote><p><center>Serão muitas mudanças, dias difíceis e dias felizes. Dá medo sim, eu sei muito bem, mas tudo que preciso fazer é fechar os olhos e pular nesse precipício que chamamos de vida. Ao menos, <i>eu sempre quis voar</i>.</center></p></blockquote>
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		<title>Temporariamente perdida</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Feb 2010 23:11:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Laila</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ela estava, definitivamente, perdida. Não reconhecia aquelas ruas, aqueles rostos, nem mesmo a imagem que via refletida nos carros parecia ser familiar. Olhou o que havia na bolsa, procurou uma caneta e escreveu com tinta vermelha e letra tremida na primeira página que abriu da agenda: &#8220;Eu não sei.&#8221;, sentiu-se levemente satisfeita nesse momento e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ela estava, definitivamente, perdida. Não reconhecia aquelas ruas, aqueles rostos, nem mesmo a imagem que via refletida nos carros parecia ser familiar. Olhou o que havia na bolsa, procurou uma caneta e escreveu com tinta vermelha e letra tremida na primeira página que abriu da agenda: &#8220;Eu não sei.&#8221;, sentiu-se levemente satisfeita nesse momento e decidiu, percebendo que tinha dinheiro, tomar um café.</p>
<p>A garçonete sorria com ares de serem conhecidas, e ela respondeu o sorriso temendo ser mal educada. Sabia que não estava bem, e essa foi a próxima nota na agenda. Tentando entender tudo o que havia acontecido até chegar ali, foi se lembrando das ruas, dos rostos, das cores daquele lugar, e por mais que a sensação de vazio doesse, se reconheceu no reflexo do vidro. Sorriu sozinha. Na verdade, com o cappuccino e a garçonete, e as memórias e notas na agenda.</p>
<p>Pegou o ônibus de volta pra casa, com o trocador que diz &#8220;bom dia&#8221;, mesmo de noite. Foi olhando as nuvens, os carros, o asfalto, as pontes, e aquelas pessoas. Todas pareciam tão seguras de si. Invejou alguns estudantes uniformizados, que ainda tinham aquela certeza de tudo, que tanta falta fazia agora. Desceu, agradeceu, comprou um chocolate e foi voltando feliz pra casa.</p>
<p>A mãe, já um pouco preocupada, a recebeu com sorrisos e abraços. A cadela deu-lhe uma lambida confortadora no rosto. E as irmãs, que já se aprontavam pra ir pra escola, perguntaram se não tinha lembrado de trazer algo pra elas. O pai ligou pra perguntar se ela estava bem, a mãe mandou ligar mais tarde, porque ela havia saído, logo depois de olhar o resultado.</p>
<p>Mas ela não se lembrava: havia passado?</p>
<p>Tudo entre o acesso ao site e o café no centro era um borrão. E a menina temia perguntar, temia voltar a ficar tão perdida quanto antes. A aprovação era um alívio, uma felicidade sem medida, mas traria responsabilidades e possíveis problemas que a inquietavam. A reprovação podia doer, tirava qualquer certeza por enquanto e traria mais barreiras a serem superadas. No celular, várias mensagens e ligações, queriam saber se ela tinha conseguido, como ela estava, mas ela nem sabia.</p>
<p>Foi então que, depois que todos os outros foram embora, deu um abraço na cadelinha amada, bebeu um gole do suco que a mãe deixou, e criou coragem. Entrou no tal site, digitou seu nome e a senha de sempre, fechou os olhos enquanto a página carregava e&#8230;</p>
<p><i><s>[continua dia 19/02, quando a menina aqui, que adora um drama e café, vai saber realmente o resultado do vestibular]</s></i></p>
<blockquote><p> O resultado foi adiantado e saiu dia 12: Eu passei! Estou muito feliz, e tentando escrever algo pra postar aqui, mas realmente ainda não consegui. Obrigada a todo mundo que torceu por mim e que também ficou feliz com o resultado. Beijos, beijos.</p></blockquote>
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		<title>Porque menos é mais</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Jan 2010 15:04:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Laila</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Eu quis ter um blog desde que soube o que era um. Pra mim era como escrever um livro e publicar em todos os cantos do mundo, com a vantagem de mudar tudo o que tivesse vontade quando tivesse vontade e sem precisar gastar rios de dinheiro. Era um jeito mais aberto, mais prático, até [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu quis ter um blog desde que soube o que era um. Pra mim era como escrever um livro e publicar em todos os cantos do mundo, com a vantagem de mudar tudo o que tivesse vontade quando tivesse vontade e sem precisar gastar rios de dinheiro. Era um jeito mais aberto, mais prático, até mais bonito de espalhar meus pensamentos por aí. Na minha imaginação, seria tão incrível quanto anotar meus pensamentos em folhas de papel de diferentes cores e tamanhos, e depois escondê-las dentro de livros queridos em bibliotecas.</p>
<p>E, é exatamente como deixar bilhetes em livros, que isso do blog funciona. Há quem vem aqui e nunca comenta, mas que gosta de ler, tal qual sorrir ao ler o bilhete e não tentar deixar outro. Há quem vem, lê, não gosta nem volta mais, tal qual ignorar o bilhete e joga-lo fora. Há quem vem aqui e comenta, e volta, cria laços comigo e se torna uma pessoa querida e indispensável, tal qual ler o bilhete, correr atrás de quem escreveu, e acabar trocando bilhetes com a pessoa para sempre.</p>
<p>Mas, nos últimos tempos, eu sinto que perdi um bocado da minha esponteneidade com o blog. Não consigo postar muito e fico me culpando se um post acaba ficando curto demais ou coisa assim. E eu nunca quis que essa paranoia acontecesse, acho que foi culpa de tempos difíceis.</p>
<p>Então, nesse novo ano, que só começou agora para o blog porque demorei muito pra fazer um layout que me agradasse, só tenho uma resolução: escrever e postar sempre. Mesmo que seja algo extremamente bobo, ou algo extremamente simples, desde que eu queira compartilhar.</p>
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		<title>Querido 2009,</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Dec 2009 23:14:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Laila</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Datas especiais]]></category>
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		<description><![CDATA[Fiquei pensando durante muito tempo em como começar essa carta, mas não consegui encontrar um começo adequado, portanto, começo assim, como eu sou e como você foi, complicado. Na verdade ainda não sei bem o que escrever, porque não sei se devo agradecer ou reclamar. Motivos tenho para os dois, mas eu bem sei que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fiquei pensando durante muito tempo em como começar essa carta, mas não consegui encontrar um começo adequado, portanto, começo assim, como eu sou e como você foi, complicado. Na verdade ainda não sei bem o que escrever, porque não sei se devo agradecer ou reclamar. Motivos tenho para os dois, mas eu bem sei que coisas ruins trazem lições necessárias e procuro compreender o que aconteceu comigo, só não entendi a lição do tornozelo torcido&#8230; acho que, como a dor ainda está aqui, é algo relacionado à paciência.</p>
<p>Minha irmãzinha branquela teve bastantes problemas no começo do ano, mas você a recompensou no segundo trimestre com mudanças que foram maravilhosas. A mamãe ainda está triste com coisas que aconteceram, com tantos problemas, mas você também trouxe algumas alegrias. Papai viveu um ano difícil sim, mas com muitas vitórias. E a irmã pequenina dos olhos âmbar não teve nadinha para reclamar, foi ótimo com ela.</p>
<p>Já eu, fico feliz por tudo ter acabado. Você foi um ano de muitos desafios, de muitas complicações e reviravoltas, mas não posso dizer que foi ruim. Além dos amigos, de momentos inesquecíveis e da minha família maravilhosa, você trouxe a vinda do bebê canino mais fofo de todos os tempos aqui pra casa, e eu nunca esquecerei disso. Miny é alegria e força para todos aqui, mesmo com a bagunça e o medo dos fogos que já está nos preocupando.</p>
<p>Desejo à você uma boa ida, e peça lá pra 2010 uma forcinha com o resultado do vestibular, dias mais frios, saúde, paz, amor, e muitos momentos felizes, não só pra mim e pra minha família, mas pro mundo todo.</p>
<p>Obrigada, boa viagem.</p>
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		<title>Mais uma vez</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Dec 2009 10:38:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Laila</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dia-a-dia]]></category>
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		<category><![CDATA[Reclamações]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois de tanto tempo sem aparecer no blog, o mínimo que se espera é um post dramático contando todos os apuros que a autora passou durante o período de afastamento, ou uma situação traumática que impediu que a pessoa escrevesse, ou uma mensagem engraçadinha dizendo como a viagem foi incrível e que sair vivendo por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de tanto tempo sem aparecer no blog, o mínimo que se espera é um post dramático contando todos os apuros que a autora passou durante o período de afastamento, ou uma situação traumática que impediu que a pessoa escrevesse, ou uma mensagem engraçadinha dizendo como a viagem foi incrível e que sair vivendo por aí é mais legal que escrever sempre. Mas eu não tenho nada disso. Não passei por terríveis apuros, nem fiquei traumatizada por nada, e muito menos saí por aí viajando e vivendo. A verdade é, das mais sem graça e sem desculpas, simplesmente não consegui escrever. Não estudei horrores para o vestibular, nem me esforcei para cumprir tudo o que eu queria antes do aniversário, eu simplesmente não consegui escrever, nem fazer nada. Eu fiquei, de certa forma, em <i>hiatus da vida</i>.</p>
<p>Nesse meio tempo (nem me atrevo a contar quanto tempo!), vivi algumas experiências memoráveis&#8230; além dos 17 anos que não me trouxeram novidades, tive minha formatura do Ensino Médio. Me despedi das pessoas que cresceram comigo, que preencheram minhas manhãs, que me trouxeram muitas risadas, que me confortaram nos momentos das lágrimas, e que vão sempre ser motivo de muita alegria para mim. Me despedi da rotina, dos corredores cheios, do uniforme de pijama, dos professores, de tudo que tanto reclamei e que já está fazendo muita falta. Mas, com o tempo aprendemos que nada acaba de verdade, um final é o início de algo novo. E, como mais um ano está chegando, nada melhor que mudar uma vida toda!</p>
<p>Fiz também meu primeiro vestibular, talvez único, talvez o primeiro de muitos outros. Só tentei aqui, porque não consegui me dedicar aos estudos, e porque não está nos meus planos sair da minha casa. Não agora. O meu curso, Arquitetura e Urbanismo, foi bastante concorrido, e tenho até metade de Fevereiro para amargar a dúvida do futuro. Pretendo, se a resposta for negativa, aprender francês pela manhã e passar as tardes em meio aos livros, para terminar as noites no já habitual curso de Inglês. Curso esse, aliás, que me provocou certos momentos de muita raiva, mas que agora já me fez perceber que a turma é sim, bastante querida.</p>
<p>E, claro, se nada funcionar, podem me encontrar com o ventilador, as cobertas, as comédias românticas, pipoca e lágrimas, pelo menos nos primeiros dias.</p>
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		<title>Pingos de chuva e lembranças</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Oct 2009 16:17:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Laila</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dia-a-dia]]></category>
		<category><![CDATA[Eu]]></category>

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		<description><![CDATA[Era uma noite bem chuvosa, entrei no ônibus já toda encharcada pra ir para o inglês. Devo confessar que eu adoraria ter ficado em casa com filme e pipoca, mas com toda aquela história das faltas porculpa do tornozelo, não pude deixar de ir. Dificilmente repararia na moça que entrou e se sentou no banco [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Era uma noite bem chuvosa, entrei no ônibus já toda encharcada pra ir para o inglês. Devo confessar que eu adoraria ter ficado em casa com filme e pipoca, mas com toda aquela história das faltas porculpa do tornozelo, não pude deixar de ir.</p>
<p>Dificilmente repararia na moça que entrou e se sentou no banco atrás de mim, mas ela trouxe consigo um cheiro diferente, mistura de um que gosto e um que detesto: tinta de cabelo e cigarro. Acabei olhando para ele com todo seu doce desagradável aroma e percebi que usava o uniforme super amarelo de uma loja aqui perto de casa. Loja que foi montado no lugar onde costumava ser a minha locadora favorita. A locadora mudou-se para o outro lado da rua, e agora está fechada. Sentirei falta do último lugar com cara moderna e  todo de vidro, mas é do antigo lugar que sentirei mais falta.</p>
<p>Começada num corredor com posters lá no alto das paredes, ação e aventura bem alino comecinho, aqueles filmes só de tiros que papai amava. Stallone, Schwarzenegger, Van Damme, Steven Seagal&#8230;meu heróis todos ali. Depois, uma leve rampa e uma sala enorme, comédia, infantil, romance, tudo pertinho. Tinham CDs, mas venderam, aí vieram os DVDs e as fitas se foram, agora são só lembranças.</p>
<p>Quando fui para a quinta série, estava estudando de manhã e tinha a tarde toda livre. Fazia um monte de coisas, mas de tudo, o que mais me deixava contente era passar pela locadora, pegar um filme pra passar a tarde debaixo das cobertas quietinha para ir lá novamente no outro dia fazer a mesma coisa. É impossível esquecer aquele sentimento de liberdade que tinha ao chegar lá e pegar um filme.</p>
<p>Tive meu maior amor platônico lá, penso nele com carinho até hoje, mas ele foi embora com meu lugar favorito. Acabei criando para mim mesma a história de que o Jefferson casou-se e foi para o Japão, ou talvez seja verdade, não me lembro. Só sei que me lembro de seu sorriso e o jeito bonitinho que puxava os &#8216;eRRes&#8217; do nome do meu pai.</p>
<p>Ah, vou levar para sempre o som e a sensação boa que tinha ao passar as fitas de um lado pro outro nos corredores da minha querida &#8216;Top Video&#8217;.</p>
<blockquote><p> Estou voltando, e sem mais desculpas deslavadas, prometo. </p></blockquote>
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