Eu quis ter um blog desde que soube o que era um. Pra mim era como escrever um livro e publicar em todos os cantos do mundo, com a vantagem de mudar tudo o que tivesse vontade quando tivesse vontade e sem precisar gastar rios de dinheiro. Era um jeito mais aberto, mais prático, até mais bonito de espalhar meus pensamentos por aÃ. Na minha imaginação, seria tão incrÃvel quanto anotar meus pensamentos em folhas de papel de diferentes cores e tamanhos, e depois escondê-las dentro de livros queridos em bibliotecas.
E, é exatamente como deixar bilhetes em livros, que isso do blog funciona. Há quem vem aqui e nunca comenta, mas que gosta de ler, tal qual sorrir ao ler o bilhete e não tentar deixar outro. Há quem vem, lê, não gosta nem volta mais, tal qual ignorar o bilhete e joga-lo fora. Há quem vem aqui e comenta, e volta, cria laços comigo e se torna uma pessoa querida e indispensável, tal qual ler o bilhete, correr atrás de quem escreveu, e acabar trocando bilhetes com a pessoa para sempre.
Mas, nos últimos tempos, eu sinto que perdi um bocado da minha esponteneidade com o blog. Não consigo postar muito e fico me culpando se um post acaba ficando curto demais ou coisa assim. E eu nunca quis que essa paranoia acontecesse, acho que foi culpa de tempos difÃceis.
Então, nesse novo ano, que só começou agora para o blog porque demorei muito pra fazer um layout que me agradasse, só tenho uma resolução: escrever e postar sempre. Mesmo que seja algo extremamente bobo, ou algo extremamente simples, desde que eu queira compartilhar.
