Tuesday, 27-04-2010, 07:37 |
Dia-a-dia,Eu,Reclamações |
2 ComentaramEu detesto quando fico tanto tempo assim sem postar, porque detesto ter que colocar a culpa em algo, e nem sempre esses vazios têm explicação. Com o começo das aulas meu tempo foi reduzido drasticamente, e boa parte do tempo livre precisa ser usada para fazer meus zilhões de trabalhos, mas eu acredito que cada um tem obrigação de saber administrar seu tempo, então, a culpa foi toda minha. Além de estar meio desorganizada com essa questão, inventei de trocar (novamente) de layout, e foram diversas tentativas até chegar nessa versão, mais simples quase impossÃvel, que enfim me agradou.
Muita coisa aconteceu, e muitas delas não são nem um pouquinho interessantes, mas foram super importantes para mim, com o tempo vou contando alguns desses acontecimentos que merecem uma atenção especial. Fora a saudade que adora vir atrapalhar, tenho me saÃdo muito bem nessa nova vida de universitária… Estou amando meu curso, as pessoas da sala são super legais e os professores são incrÃveis, tenho certeza de que fiz a escolha certa.
Espero realmente conseguir me organizar melhor, porque o blog me fez muita falta. Além disso, tenho desenhado muito pouco (por conta própria, porque para o curso… nossa!), e fotografado menos ainda, e isso não tem me deixado feliz. E eu torço pra que não tenha perdido a mão na hora de escrever depois desses dois meses.
P.S.: Post diarinho dos mais bobos, mas a gente precisa deles. Ah, precisa!
Friday, 26-02-2010, 21:01 |
Dia-a-dia,Eu,Loucuras |
2 ComentaramPrecisei de muito tempo, acredito eu, pra ‘digerir’ toda a história. Tantas mudanças anunciadas por um simples “aprovada” que apareceu na tela… Achei que tinha ficado louca. Não conseguia escrever, desenhar, pensar, ou qualquer outra coisa. Os dias foram se arrastando, cheios de dúvidas, medos, pensamentos confusos, paranoias e muita ansiedade. E hoje foi a matrÃcula.
Sou oficialmente uma das calouras de Arquitetura e Urbanismo na UFSJ, com muito orgulho, posso dizer. Estou na minha cidade, matriculada no curso que escolhi depois de quase enlouquecer pensando, já vi/troquei meias palavras com alguns dos meus novos ‘coleguinhas’, tenho meus horários e os horários do ônibus, e depois de muito tentar escrever sobre o episódio louco e cheio de ‘f5s’ que foi o dia do resultado, percebi que é melhor simplificar.
Acho que é o mesmo com quase todo mundo, mesmo com quem já acha que vai passar (o que, definitivamente, não era meu caso), assim que vemos o nome lá com o ‘aprovado’ na frente, toda uma vida passa diante dos nossos olhos, e uma felicidade inexplicável se segue pelos próximos dias, foi isso comigo. É estranho pensar nos anos todos que passei pensando nessa prova, nesse resultado, e dá medo saber que, de agora pra frente, tudo é completamente diferente do que eu já vivi.
Em um diário que comecei na época do entorse no tornozelo, escrevi algo que se encaixa perfeitamente nesse momento. Me cito agora:
Serão muitas mudanças, dias difÃceis e dias felizes. Dá medo sim, eu sei muito bem, mas tudo que preciso fazer é fechar os olhos e pular nesse precipÃcio que chamamos de vida. Ao menos, eu sempre quis voar.
Sunday, 07-02-2010, 20:11 |
Contos,Eu,Loucuras,Reclamações |
6 ComentaramEla estava, definitivamente, perdida. Não reconhecia aquelas ruas, aqueles rostos, nem mesmo a imagem que via refletida nos carros parecia ser familiar. Olhou o que havia na bolsa, procurou uma caneta e escreveu com tinta vermelha e letra tremida na primeira página que abriu da agenda: “Eu não sei.”, sentiu-se levemente satisfeita nesse momento e decidiu, percebendo que tinha dinheiro, tomar um café.
A garçonete sorria com ares de serem conhecidas, e ela respondeu o sorriso temendo ser mal educada. Sabia que não estava bem, e essa foi a próxima nota na agenda. Tentando entender tudo o que havia acontecido até chegar ali, foi se lembrando das ruas, dos rostos, das cores daquele lugar, e por mais que a sensação de vazio doesse, se reconheceu no reflexo do vidro. Sorriu sozinha. Na verdade, com o cappuccino e a garçonete, e as memórias e notas na agenda.
Pegou o ônibus de volta pra casa, com o trocador que diz “bom dia”, mesmo de noite. Foi olhando as nuvens, os carros, o asfalto, as pontes, e aquelas pessoas. Todas pareciam tão seguras de si. Invejou alguns estudantes uniformizados, que ainda tinham aquela certeza de tudo, que tanta falta fazia agora. Desceu, agradeceu, comprou um chocolate e foi voltando feliz pra casa.
A mãe, já um pouco preocupada, a recebeu com sorrisos e abraços. A cadela deu-lhe uma lambida confortadora no rosto. E as irmãs, que já se aprontavam pra ir pra escola, perguntaram se não tinha lembrado de trazer algo pra elas. O pai ligou pra perguntar se ela estava bem, a mãe mandou ligar mais tarde, porque ela havia saÃdo, logo depois de olhar o resultado.
Mas ela não se lembrava: havia passado?
Tudo entre o acesso ao site e o café no centro era um borrão. E a menina temia perguntar, temia voltar a ficar tão perdida quanto antes. A aprovação era um alÃvio, uma felicidade sem medida, mas traria responsabilidades e possÃveis problemas que a inquietavam. A reprovação podia doer, tirava qualquer certeza por enquanto e traria mais barreiras a serem superadas. No celular, várias mensagens e ligações, queriam saber se ela tinha conseguido, como ela estava, mas ela nem sabia.
Foi então que, depois que todos os outros foram embora, deu um abraço na cadelinha amada, bebeu um gole do suco que a mãe deixou, e criou coragem. Entrou no tal site, digitou seu nome e a senha de sempre, fechou os olhos enquanto a página carregava e…
[continua dia 19/02, quando a menina aqui, que adora um drama e café, vai saber realmente o resultado do vestibular]
O resultado foi adiantado e saiu dia 12: Eu passei! Estou muito feliz, e tentando escrever algo pra postar aqui, mas realmente ainda não consegui. Obrigada a todo mundo que torceu por mim e que também ficou feliz com o resultado. Beijos, beijos.
